BRENDA MARÇAL: A ESTILISTA QUE COMEÇOU COSTURANDO EM CASA

Conheça a história da estilista que reinventou o uso da malha e iniciou seu negócio costurando em casa.

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TRAJETÓRIA

Brenda Marçal é natural de Santos, vinda de uma família de imigrantes espanhóis, teve um infância rigorosa. Foi aluna do colégio São José e mais tarde ingressaria na faculdade de Engenharia Química, projeto que não logrou êxito por conta de sua paixão pela moda.

Brenda foi criada por sua tia Zilda Rodrigues Alves, bastante conhecida na cidade de Santos por ser uma das poucas mulheres que faziam alta costura na época. Vestidos de baile, de noiva e outras vestimentas que exigiam maior dedicação passavam pelas mãos de Zilda, que tinha como assistente fiel sua sobrinha, que viria mais tarde a se tornar a dona de uma das marcas mais famosas da cidade, a Sétima Essência.

Brenda se casou no ano de 1969, teve 4 filhos, e pouco antes do nascimento de sua última filha,  abriu sua primeira boutique na rua Azevedo Sodré, a Brenda Boutique. Foram anos em contato com grandes nomes da moda, revendendo marcas renomadas e atendendo a clientes exigentes, no entanto, Brenda ainda não fazia roupas profissionalmente, embora estivesse envolvida com o mundo da moda.

A boutique foi um grande sucesso, mas sua separação do pai das crianças, em meados de 74 deixou um rastro de perdas e dívidas, momento em que começou de fato a fazer algumas peças para vender. Os primeiros modelos criados por Brenda eram feitos de saco de farinha tingido, começou comprando 1 saco na feira, para fazer uma blusa, com o dinheiro da venda comprou dois e assim chegou a novamente se reerguer, chegando a ter  uma confecção de dois andares que só vendia modelos de blusas, por ela mesma tingidas.

“Foi nessa época que fiz os modelos mais bonitos, eu mesma escolhia a cor que queria tingir e fazia coleções inteiras com os tons combinando: bege, caramelo, marrom.” Afirma, Brenda.

Os negócios iam bem até a crise de 1986, com a implementação do plano Cruzado por José Sarney, algumas empresas foram à falência e o principal comprador das peças exclusivas da estilista caiçara foi uma dessas, levando junto a confecção e a santista a estaca zero novamente.

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Após esse período, Brenda permaneceu como estilista, trabalhou em outras confecções, mas após certo tempo optou pela liberdade de produzir em casa. Desenhava, comprava os tecidos e fazia alguns modelos que rapidamente eram vendidos. Juntamente com sua produção artesanal, ia em busca de roupas para revender e assim foi levando até chegar a conclusão de que deveria se dedicar única e exclusivamente a fazer roupas autorais. Dessa forma começou uma pequena produção em casa por volta de 1990, transformara a sala de  casa em uma pequena confecção. Sozinha desenhava, cortava, costurava e vendia. Sua pequena produção foi tomando corpo até que decidiu alugar um pequeno Box em um centro comercial no centro da cidade, em 1995.

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Foi neste pequeno box que suas roupas ganharam visibilidade e em menos de um ano já havia mudado o endereço de sua loja para o bairro do Gonzaga. Em um novo centro rotativo passou de um para dois boxes em menos de três anos, a clientela aumentou consideravelmente e ao lado das filhas, Marcela e Gabriela Marçal, decidiu transferir a loja para o shopping Parque Balneário, onde está até hoje.

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O DIFERENCIAL

O crescimento da marca, segundo Brenda, se deu por um motivo simples, ela fazia o que mulheres maduras gostariam de usar, mas não encontravam para vender: uma roupa confortável e elegante.

Pensando em unir conforto e bom preço, a estilista optou por não trabalhar com tecido e restringiu a sua produção a peças em diferentes tipos de malha, tendo trabalhado com malha inglesa, malha fria e a famosa malha Rio, uma espécie de malha tricô que fez muito sucesso no início da marca. Atualmente a viscolycra e a malha fria são a principal matéria prima da confecção de moda feminina que segue uma linha voltada a uma vestimenta básica, funcional e elegante.

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Brenda teve um papel importante no que diz respeito ao uso da malha, foi responsável, por ajudar na construção de um novo significado ao material que sempre foi visto como “pano de roupa para ficar em casa”. Através dos modelos por ela desenhados, instaurou novas formas de vestir malha, para o trabalho, para um cinema, e até para uma ocasião especial.

CENÁRIO ATUAL

O que começou como um empreendimento tímido, hoje toma a proporção real de um negócio. A marca – Sétima Essência – além de duas lojas físicas, tem um e-commerce que vende para todo o Brasil e está focada nas vendas no atacado. A empresa é liderada pela estilista na linha de produção, ao lado das filhas Marcela Marçal e Gabriela Marçal que cuidam da parte administrativa.


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